Para lembrar a importância da triagem neonatal, os brasileiros comemoram no dia 6 de junho o Dia Nacional do Teste do Pezinho. Considerado um dos exames mais importantes para detectar possíveis problemas na saúde dos bebês, é realizado entre o terceiro e quinto dia de vida do recém-nascido.

Com apenas uma picada no calcanhar do bebê, é possível retirar algumas gotinhas de sangue que, depois de analisadas, indicam se a criança apresenta certas doenças genéticas, infecciosas ou metabólicas.

Desde 1992 o teste do pezinho se tornou obrigatório em todo o território nacional. Com isso, uma série de crianças puderam ter o diagnóstico e iniciar o tratamento ainda nas suas primeiras semanas de vida.

Uma das doenças que pode ser identificada através do teste é justamente a Fibrose Cística. Se a análise apresentar resultado positivo, o bebê deve ser submetido ao teste do suor, que é considerado o padrão ouro de diagnóstico para a FC.

O teste do pezinho é de extrema importância para os bebês que podem ter Fibrose Cística. Se ele não é realizado, todos os sintomas apresentados pelas crianças (pneumonias de repetição, tosse crônica, desnutrição, dificuldade para ganhar peso e estatura, etc) podem ser confundidos com outras doenças e, consequentemente, tratados de forma inadequada.

Maria Alice Travagin, de três anos, recebeu o seu diagnóstico de Fibrose Cística através do teste do pezinho. Sua mãe, Aura Travagin, atualmente Vice-Diretora do Instituto Unidos Pela Vida, conta que o resultado positivo para a FC chegou quando a menina tinha apenas 15 dias. Para confirmar se ele estava realmente correto, uma nova triagem neonatal foi feita, seguida pelo teste do suor. Ambos deram positivo e confirmaram que Maria Alice realmente tinha FC.

Aura conta que receber a notícia foi muito complicada, e que justamente nessa época ela fez uma série de pesquisas sobre a Fibrose Cística pela internet até chegar no site do Instituto. Com um e-mail intitulado “desespero”, entrou em contato com a Verônica Stasiak Bednarczuk, nossa Coordenadora Geral. Verônica, então, explicou que apesar da situação ser difícil o mais importante era que a Maria Alice havia tido o diagnóstico precoce e iria iniciar o tratamento imediatamente.

De fato essa notícia foi essencial para que Maria Alice recebesse o tratamento adequado. “Nos poucos dias antes do diagnóstico ela já estava sendo tratada equivocadamente, com suspeitas de intolerância à lactose. Se não fosse pela triagem neonatal, provavelmente ela passaria por diversos outros tratamentos equivocados até o diagnóstico de Fibrose Cística”, comenta Aura.

Hoje em dia Maria Alice segue o tratamento corretamente. Fora isso, tem uma rotina igual a das outras crianças da sua idade: vai a escolinha, brinca com outras crianças no parquinho, convive com a família e é muito ativa e feliz!

Compartilhe com os seus amigos e familiares a importância do teste do pezinho e ajude outras crianças a também receberem seus diagnósticos na época adequada!